10 passos importantes para vencer a Depressão




Todas as vezes que você passar por problemas difíceis e continuados se não tomar muito cuidado pode entrar num "ciclo de angústias". Uma rotina de sofrimento terrível. Também conhecida como “Gostar de sofrer”. E o estado depressivo é justamente a acomodação neste ciclo. Em minhas palestras pelo Brasil já fiz muitas referências aos meus tempos de dificuldades (que às vezes ainda voltam), passando apertos financeiros, dilemas familiares e necessidades em diversos níveis; sei também de outras pessoas que passaram ou estão passando por graves problemas de saúde, familiares, profissionais, sentimentais. Pode ser que você, neste momento, esteja bem no meio de uma turbulência, e seria muito egoísmo de minha parte não compartilhar com você um pouco das ajudas que recebí e das atitudes que tomei para enfrentar aqueles difíceis anos de tendências a me entregar à tristeza e a depressão. Os meus 10 passos estão misturados e destacados à minha narrativa.


Vale ressaltar que não estou descartando a possibilidade ou a necessidade de se receber cuidados profissionais e auxílios medicamentosos, cada caso é um caso, mas é certo que podemos interferir em nossa própria história obtendo vitórias individuais ou em conjunto com profissionais de saúde.

UM FATO DETERMINANTE, Enquanto estamos lutando contra a depressão,

(1) o que você pensa é o que determina a qualidade do seu dia. Você decide se vai ou não usar, naquele dia, a sua mente com pensamentos bons ou ruins. Você não percebe, mas acha que todo pensamento é inevitável. Mas não é. Não é mesmo.


(2) Temos que tomar o controle de nossos pensamentos, ou seja, pensamos aquilo que queremos. Deixamos fluir apenas aquilo que nos interesse. Mantemos na mente apenas aquilo que, por uma análise rápida, consideramos benéfico. Lembro-me de um dia muito
interessante em meu processo de luta contra a depressão: A Companhia de energia havia cortado minha luz. Levaram inclusive o relógio / medidor; (dias antes eu havia religado a energia por conta própria, revoltado com a situação), Tive naquele momento duas alternativas: 1. Revoltar-me novamente e alimentar sentimentos de rancor, angústia e vingança; 2. Planejar um jantar a luz de velas e demoinstrar à minha família as vantagens do banho gelado. (Engraçado não é?) Pois é, mas foi o que eu fiz;


(3) me decidí pela segunda alternativa (FAÇA ISSO VOCÊ TAMBÉM).


O DIA SEGUINTE: Pensei com calma em alternativas para o problema, busquei conselhos e em 48 horas estava com minha energia religada. As decisões do dia anterior deixaram minha mente pronta para decidir de forma produtiva e objetiva no dia seguinte.

SUA MANEIRA DE ENXERGAR AS SITUAÇÕES, DETERMINA O QUANTO AQUELA EXPERIÊNCIA VAI INFLUENCIAR SUA VIDA. POSITIVA OU NEGATIVAMENTE!


VIGIAR OS PENSAMENTOS, COLOCAR UM ALARME CONTRA PENSAMENTOS INÚTEIS OU DESTRUTIVOS.

(4) Você deve também pensar que há muitas pessoas que estão passando pelos mesmos pobremas que você, e até bem maiores, portanto não você está sozinha(o) nisso. Como disse, é muito importante vigiar os próprios pensamentos; quem sabe a origem da sua depressão é apenas um montinho de areia da praia. Se você olhar para seu cotidiano pode descobrir seu exato tamanho. Também pode valorizar tanto seus problemas que se tornará um “world trade center” ou um “Pão de açúcar” se destacando em meio a paizagem; Cuidado pra não “se achar” o problemático da hora.




Resistência. Pouca coisa consegue superar uma boa resistência. Já teve a experiência de não querer fazer algo? Na adolescência, por exemplo? Seus Pais diziam: Faça isso; Você dizia não quero... Mas fazia. Isso pode ter durado algum tempo, mas se você se mostrou resistente durante aquele período, meso fazendo, certamente seus Pais cederam e você não teve que fazer mais. Falo de algo genérico. Mas de forma específica temos que demosntrar RESISTÊNCIA contra os pensamentos, desejos e ações autodestrutivas; Resistir, dizer a si mesmo NÃO vou ceder a autopiedade. NÃO vou ceder ao rancor. NÃO vou ceder a amrgura. NÃO vou ceder ao passado, NÃO vou ceder a saudade, NÃO vou ceder a tristeza e por aí vai.


(5) Quais tem sido seus maiores inimigos nesta batalha? Identifique-os e RESISTA.


(6) SEJA ÚTIL, de forma muito prática e objetiva, pergunte-se: O que há de importante para se fazer por aqui? ONDE? Na família, na vizinhança, entre os amigos, no bairro, no condomínio, na cidade, no país, no planeta, em minha própria vida...

...Encontre espaços onde você pode e deve ser útil e começe algo. Torne sua vida que já é importante em uma vida cada dia mais útil; Quer uma dica pra hoje? Pense em 5 COISAS (1 para cada) que você pode fazer na semana para cooperar com:




1.Um vizinho (a);

2.Um amigo (a);

3.Um Parente;

4.Um desconhecidoi;

5.Você.

Pense no que fazer, como fazer, quando fazer e faça; Não quero deixar a idéia de que a depressão se combate com ativismo, mas a falta de uso de uma vida nobre (a sua) pode trazer constrangimento à sua alma.

(7) MUDE SUA MANEIRA DE ENCARAR A VIDA, Como você tem vista a vida até agora? Um perde e ganha? Um campo de batalha? Lutando pelo que? Por sua vontade? Por seus instintos? Pela submissão dos outros? Pela apreciação dos outros? Pra ser ouvido? Pra fazer e fazer? COMO VOCÊ ENCARA A VIDA? Centrada em uma ou algumas pequenas batalhas, como acima mencionadas? OU a Vida é tudo isso e muito mais. Perceba as áreas de sua vida que ficaram esquecidas. Pare e pense sobre isso, encontre essas áreas e começe a investir nelas, se decidir que vale a pena;

(8) Exercite a mente, começe uma empreitada para aprender. Sim, aprender é uma das atividades mais saudáveis que existe e um dos maiores remédios contra a depressão e a sensação de vazio. Quando aprendemos começamos a enxergar a vida sob outros prismas; Aprender nos ajuda a alcançar nossos horizontes: Estimula nossa criatividade: Nos coloca em condições de agir: Escolha um tema, um livro ou quem sabe um curso. Aprenda. Decida ter o aprendizado como uma de suas atividades frequentes. Na minha luta, nos tempos mais difíceis, todo mundo podia me ver com um livro nas mãos. Estava sempre lendo. Uma das coisas que aprendi foi desenvolver site (nada excepcional), mas aprendi os segredos. Aprimorei meu Inglês. Fiz um curso de Instrutor de Trânsito (Bom demais), Li muito sobre psicologia, negócios, ecologia; Fiz novos estudos sonbre a Programação Neurolinguistica...




Muito deste aprendizado tenho utilizado em minha vida e em minha profissão até os dias de hoje. E repito a dose com frequencia. Tornei-me um estudioso frequente. Exercito minha mente diariamente. Tento aprender algo novo a cada dia. Isso tem sido uma verdadeira fortaleza mental pra mim e para os que me cercam. Também tenho tomado o cuidado de não me tranformar em um “sabe tudo”. Aquele cara chato que tem respostas pra tudo, que já fez de tudo, que conheçe tudo. Isso é deprimente. Mas tento ser útil com o que aprendo. Só isso.

(9) Receba os traumas da vida como situações “Naturais e inevitáveis” pois a vida é assim mesmo. Os adéptos do “Não sofrimento” na verdade demosntram um grau muito grande de imaturidade e covardia. Não existe vida sem processos. E todo processo traz mudanças, sofrimanetos e resultados. O Seu processo está acontecendo agora. O do outro já passou ou ainda virão outros. A questão é entender nosso processo de crescimento. Se livrar das situações difíceis da vida quando for possível, é bom, mas melhor ainda é reconhecer que estas são inevitáveis e que o grande segredo da felicidade está em aprender a lidar com as situações. Receba esta oporttunidade de crescer e depois que o temporal passar analise o que aprendeu e como poderá usar para a felicidade dos outros e a sua própria.

A experiência da depressão é uma das mais ricas que o ser humano pode passar. Não aconselho que entre nela. Mas se já entrou, começe o caminho de volta, traga algumas impressões encontradas no fundo do poço. Suba devagar pra não escorregar. Ignore os ecos da subida, são apenas ecos. Segure-se firme nas 9 (nove) cordas que te lançei (ou outras mais que possa conseguir), ao encontrar outros na subida, compartilhe algumas cordas e ajuse-os, não se esqueça de olhar pra cima, existe luz na entrada do poço, ela está sempre encima porque é de lá que as mãos mais poderosas do mundo estão te segurando. Você sabe quem, não é?

(10) Então confie, acredite, tenha fé!

Autor: Múcio Morais - Palestrante Motivacional - Consultor nas áreas de comportamento, Gestão, RH, Marketing - Fonte: Memorias de Ebrael

Poesia de dor...

Hoje minha alma dói, eu queria escrever as lágrimas, mas sou rústico demais para exprimir lágrimas, para chorar... elas eu as sinto mas elas não saltam dos olhos, apesar que eu deseje isso aconteça... então achei essa poesia e transcrevo aqui


Naquele estender de mão
Uma só poesia é lançada
Almejando uma oração
pra alma desesperada

No corpo a surra do frio
Nos olhos a dor insistente
Reflete por dentro o vazio
Daquele poeta indigente

Bastava um pedaço de pão
Pra acalmar aquela agonia
Era só um pouco de atenção
que a mão desejava e pedia

Foi-se o dia de luta sofrida
Vem a noite gelando a madrugada
Na manhã, a notícia repetida
Mais um corpo estendido na calçada...


Autora: Charlyane Mirielle

10 pecados dos terapêutas

Especialistas comentam lista que inclui os comportamentos que todo psicólogo ou analista deveria evitar, já que podem atrapalhar o processo terapêutico



A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.


Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. "Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou", conta.


Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. "Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali", lembra.


Nem por isso a terapeuta era pontual, diz Elisandra. Uma vez, chegou quando faltavam só dez minutos para o fim da sessão -foi preciso remarcar o encontro e voltar outro dia. "Ficava ansiosa, na expectativa. Tudo o que tinha planejado falar sumia da minha mente."


As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria evitar. O autor também é psicólogo: o americano John Grohol, criador do portal Psych Central (www.psychcentral.com), acessado mensalmente por 800 mil pessoas e eleito um dos 50 melhores de 2008 pela revista "Time".


Segundo Grohol, a relação entre terapeuta e cliente é única: pode ser mais íntima do que o mais íntimo dos relacionamentos, mas, paradoxalmente, exige uma distância profissional. "Os terapeutas são tão humanos quanto seus pacientes e possuem as mesmas fobias. Eles têm maus hábitos, como todos nós temos, mas alguns deles podem realmente interferir no processo terapêutico", escreveu.


A Folha selecionou dez comportamentos citados por Grohol e pediu a especialistas brasileiros que os comentassem. Muitos deles não são um problema quando ocorrem isoladamente, mas podem atrapalhar a terapia quando se tornam um hábito.


Se eles passam a incomodar o paciente, a recomendação é ser sincero. "O paciente tem o direito de expressar as necessidades dele", diz a psicóloga Regina Wielenska, supervisora de terapia comportamental do curso de terapia comportamental e cognitiva do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).


Wielenska lembra, porém, que algumas pessoas vão para a terapia justamente por terem dificuldade de se expressar.


"É o pior dos mundos quando o terapeuta tem atitudes inadequadas e o cliente não consegue se proteger delas. O melhor é quando ele se sente em condições de comunicar quando não concorda com alguma coisa", afirma.

1
Comer na frente do paciente

Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável, afirma o psicólogo Roberto Banaco, professor titular da PUC-SP.
"É melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário", diz Banaco.
Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto. "Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente", diz Wielenska.
O terapeuta da estudante Denise Thornberg, 22, transformou isso num hábito. Nas sessões, consumia Coca-Cola light e confeitos de chocolate. "Ele estava sempre com uma garrafinha de Coca na mão. Eu não gostava", conta.
Para o médico e psicanalista Sérgio Cyrino, filiado à Federação Brasileira de Psicanálise, isso não deve ocorrer jamais. "O analista não deve comer, oferecer ou aceitar comida."

2
Atender ao telefone

Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.
Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. "Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito", afirma Wielenska.
Atender a ligações de outro tipo é desaconselhável. "Imagine quando se interrompe um comunicado [do paciente] de intenso conteúdo emocional bem no meio. A compreensão, ao ser fragmentada, perde todo o sentido. O paciente se sente deixado em segundo plano. Como é que se conserta isso depois?", diz Cyrino.

3
Tomar notas em excesso

A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise, diz Cyrino. "Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido."
Para Banaco, anotações, quando ocorrem, podem ser feitas rapidamente por meio de palavras-chave, como lembretes para serem "recheados" com conteúdos nos intervalos entre sessões.
Denise Thornberg conta que seu terapeuta escrevia tanto que a incomodava. "Ele não me olhava nos olhos." Para Wielenska, o terapeuta deve pedir autorização para anotar e manter o contato com ele enquanto faz isso. "Quem trabalha frente a frente com alguém deve preservar o olhar e a atenção."

4
Atrasar-se para a sessão

O terapeuta pode ter que ficar mais tempo com um paciente, o que acarretará atrasos nas sessões seguintes. Mas, de novo, isso não deve ser hábito. "Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura "X" minutos", diz Banaco. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.
Para Cyrino, o atraso é muito comprometedor. "O analista deve sempre aguardar o paciente, para que ele tenha uma sensação de constância dentro da instabilidade afetiva que o traz ao tratamento. Como interpretar atrasos constantes de um paciente, que podem ter mil acepções, se o analista também se atrasa?", questiona.

5
Ser pouco acessível

Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. "Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe", compara Cyrino.
Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. "O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível", diz o psicanalista.
De acordo com Wielenska, cada terapeuta tem suas preferências em relação a esse assunto. "Alguns liberam celular e e-mail, outros autorizam o cliente a deixar recado. Eles devem colocar esses limites assim que começam a atender uma pessoa", afirma.

6
Olhar demais para o relógio

O terapeuta precisa controlar o tempo. Mas olhar demais para o relógio pode dar a impressão de que ele tem pressa para terminar a consulta.
Denise Thornberg trocou o terapeuta que tomava refrigerante por outra e está gostando. Mas diz que a atual olha demais para o relógio. "Enquanto eu falo, ela fica de olho para ver quando a sessão vai acabar. Isso desvia minha atenção. Penso: "Será que estou falando muita coisa sem sentido?"."
Segundo Cyrino, com a experiência, o terapeuta ganha uma noção de tempo automática. "Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo." Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.

7
Bocejar demais

Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.
Mas, se o terapeuta não encontrar explicação para o sono e ele ocorrer sempre com um paciente específico, esse fato pode se tornar uma informação importante na terapia. "O cliente pode ter um padrão de comportamento que gera tédio também fora do consultório", diz Regina Wielenska. "Mas essa atitude [bocejar] deve ser contida, pois a terapia requer foco e concentração."
Já dormir é tido como inadmissível. "Se o terapeuta percebe que não suporta o sono, deve suspender a sessão", diz Roberto Banaco.

8
Contato físico excessivo

No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. "Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico", diz Wielenska.
Mas deve haver limites. "Por ser uma relação facilmente confundida com uma relação afetiva, um contato físico exacerbado pode atingir fragilidades dos clientes. Trata-se de um abuso da relação desigual que se instala no contrato terapêutico: o cliente tem problemas e o terapeuta tem soluções", afirma Banaco.
Segundo Cyrino, muitas terapias psicológicas usam o contato físico no tratamento, mas não a psicanálise. "Para essa corrente, o excessivo contato físico favorece a dependência emocional do paciente, dificultando seu crescimento." Vale lembrar que o contato sexual entre terapeuta e cliente não é adequado em nenhum caso.

9
Falar demais sobre si mesmo

A sessão é do cliente, e não do terapeuta. "No entanto, temos bagagem, história de vida e, em situações específicas, ela pode ser usada em benefício da terapia", diz Wielenska.
Mas, se o terapeuta sente falta de amigos, não deve buscá-los nos clientes. "O analista pode estar carente, pois é de carne e osso. Nesse caso, deve redobrar a atenção para não misturar sua vida à do paciente. Muitos gostariam de ser amigos do analista, mas isso desvirtua o foco da terapia", diz Cyrino.
A chave é ver se há propósito terapêutico. "Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia", diz Banaco.
Segundo ele, se o paciente tem o terapeuta como modelo e segue seus conselhos cegamente ou o imita, expor a vida pessoal é ainda mais danoso.

10
Vestir-se inadequadamente

Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. "Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal", diz Wielenska.
De fato, há limites. "Deixar à vista longas extensões de pele não é desejável: bermudas, camisas abertas, decotes pronunciados ou saias tão curtas que mostrem a roupa de baixo são absolutamente inapropriados", lista Banaco.
Para Cyrino, o foco não deve ser o terapeuta, inclusive no quesito vestimenta. "Não é necessário vir de batina, mas o oposto faz com que o foco de atenção se desvie do paciente para o analista. E é o paciente que veio mostrar seus conteúdos", diz Cyrino.

FLÁVIA MANTOVANI
DA REPORTAGEM LOCAL - Folha de São Paulo


Depressão e as separações que ela causa

Dr. Luís Carlos Calil

Depressão é uma doença muito comum em todas as sociedades. Tem aumentado sua freqüência em populações mais jovens. É a segunda causa de morte (por suicídio), superada apenas por acidentes entre os jovens americanos.

Ocorre em todas as idades, sua incidência atinge cerca de 6% da população, e cerca de 20% das pessoas irão apresentar ao menos um episódio depressivo ao longo da vida. Pode se apresentar de várias maneiras, aí é que começa a complicação.

A definição de depressão pela Organização Mundial de Saúde (OMS), através da Classificação Internacional de Doenças (CID - 10), implica que devam estar presentes em graus variados de intensidade, nos episódios típicos, humor deprimido, perda de interesse e prazer nas atividades, energia diminuída levando a uma fadiga aumentada e atividade diminuída.

Podem ocorrer idéias suicidas, e pessoas deprimidas suicidam trinta vezes mais que a população geral.

Hoje sabe-se que a depressão é acompanhada por alterações em substâncias no Sistema Nervoso Central, os neurotransmissores, principalmente a noradrenalina e a serotonina. É também vista como uma condição crônica em muitos casos necessitando tratamento prolongado.

Cerca de dois terços dos deprimidos não procuram ajuda médica, tentam se tratar com receitas caseiras, uso de vitaminas, busca religiosa e outros recursos.

Contudo a depressão não se limita a alterações neurobiológicas. É antes uma experiência de profunda dor, que mobiliza os sentimento mais primitivos tanto no deprimido como nas pessoas com quem convive.

Ocorre que entre os deprimidos observa-se comportamentos que visam reduzir o mal estar, e alguns destes comportamentos é que definimos como "Amante" causadora de separações.

A pessoa deprimida está com os piores sentimentos em relação a si mesma, com idéias de culpa, de inutilidade, redução da auto-confiança e auto-estima. É compreensível que alguém neste estado queira se livrar dele, da maneira que puder. Que sinta inveja de quem não está deprimido, e que fique mais amarga e hostil na convivência.

Muitas vezes o deprimido apresenta redução do desejo sexual, se o parceiro não compreende, pode acusar o outro de estar com amante. Outras vezes o deprimido pode ao contrário apresentar comportamento promíscuo, buscando relações sexuais descabidas na tentativa heróica de aliviar sua angústia. Pode fazer uso de bebidas alcoólicas e drogas com a mesma finalidade. O bem estar é passageiro, o sentimento de culpa e irritabilidade aumentam, o desempenho no trabalho fica mais comprometido. Se neste momento de intensa fragilidade houver perda de emprego, conflitos ou separações conjugais, o risco de suicídio se potencializa.

Não é hora de julgar comportamentos, é momento de compreensão - o deprimido está fazendo o que pode para sobreviver, não que seja o melhor, mas é o melhor que pode fazer.

Esta pessoa que já se sente só, ficará realmente desamparada, e na companhia dos piores sentimentos que pode experimentar.

Quando duas pessoas se unem, fala-se em comunhão de bens; que estarão unidos na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Quanto à comunhão de bens e união na saúde e alegria, não há grandes problemas, contudo quando surgem os males, as doenças, as tristezas, o que era antes meu bem pra cá, meu bem pra lá, muitas vezes culmina em separação e acaba com meus bens pra cá, e seus bens pra lá - suas doenças e seus males também.

Ninguém diria a uma pessoa com a perna fraturada, para ela andar fazer passeios para a perna melhorar. É comum familiares, amigos e às vezes médicos tentarem ajudar como podem. Dizem a pessoas deprimidas para esquecer os problemas, ou que não tem problemas para se deprimir, que existem pessoas em pior situação e não se entregam, ou sugerem férias e passeios. A tolice é tão grande como quando o deprimido usa drogas ou sexo para melhorar seu mal.

Partilhar e entender esta experiência de dor não é tarefa fácil e não depende só de boa vontade. Depende de condição interna para acolher até onde possível essa angústia, e encaminhar o companheiro que padece desse mal a quem de competência para tratamento adequado.

A metade dos deprimidos que procuram ajuda médica procuram clínicos, em função de seu mal estar físico e certo preconceito quanto a procurar psiquiatras. Após vários exames clínicos normais, e infelizmente algumas prescrições de "calmantes", que mais agravam a depressão, cerca de 5 % dos deprimidos chegam ao psiquiatra. Se o tratamento for bem conduzido com uso de medicamentos, e algumas vezes auxílio de psicoterapia, 80% dos casos respondem ao tratamento. Ainda existem casos refratários a todos os tratamentos existentes.

Dedico este texto a todas as pessoas que experimentam ou experimentaram a dor da depressão, tão difícil de ser expressa. Dedico também a seus familiares e companheiros, na esperança de que possam compreender melhor e respeitar essa dor, talvez a mais humana das dores.

Dr. Luís Carlos Calil
Professor da Disciplina de Psiquiatria Clínica da FMTM - Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria

Depressão, medo, stress, ansiedade

Ansiedade, estresse, medo, depressão, pânico.
("Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia." Salmos 91:5)


Introdução

Nossa primeira consideração deve se voltar para o que estaria acontecendo, uma vez que não resta dúvida que não resta dúvida que algo diferente se encontra em curso.

É evidente que vivemos um momento diferente de tudo o que já passou diante dos olhos da humanidade, ao longo de milênios.

Seguramente o homem temeu as feras que dividiram com ele o planeta nas eras primeiras, não deveria ser pequeno o receio que caia sobre populações inteiras quando ameaçadas do ataque de guerreiros famosos por sua crueldade, como é o caso de Gengis Kan, mas o estado de tensão e insegurança dos dias de hoje não tem paralelo.

Não é necessário ir muito longe, nem que nos dediquemos a profundas análises para identificar o fundamento do que se encontra presente em nosso planeta, o que, inclusive justifica as previsões bíblicas para dias maus e trabalhosos (Efésios 5:16; II Tim 3:1 ).

Basta observar que:

• A população da Terra deixou de viver espalhada pelos diferentes lugares e se aglomerou nas cidades, tanto pelo aumento dos que a formam, bilhões de pessoas, como pela mecanização da agricultura que deixando de ser “mão de obra intensiva” expulsou os trabalhadores do campo para a cidade, onde sua privacidade desapareceu.

• As comunicações bastante avançadas permitem a todos tomar conhecimento das noticias do ocorrido em qualquer local do globo, de forma instantânea, e a ênfase é sempre para as noticias ruins, que somente podem causar susto.

• O ambiente de competição absoluta por bens escassos que mantém as pessoas em uma “vigília permanente” voltada para obter ou garantir conquistas que se espalham por necessidades de:

Saúde, alimentação; moradia, emprego; dinheiro; sucesso;

Realização profissional e acadêmica; reconhecimento;

Afeto; casamento; paz familiar e conjugal; filhos;

Repouso; lazer; alegria;

Aceitação da morte; certeza sobre a eternidade.

Isso gera uma batalha que não está situada nos horizontes distantes, mas que se desenrola, pelos nossos ambientes mais prezados, da escola, da casa, do trabalho dos clubes de lazer e até mesmo das organizações religiosas.

O resultado do conflito não representa, para nem um dos contendores, a certeza de paz e o alívio do medo. Aquele que perde, além das frustrações da derrota, fica o temor de que novos reveses o irão atingir a qualquer momento, enquanto que o vencedor passa a se preocupar, cada vez mais com a possibilidade de se ver o privado do que conquistou, o que, certamente, seria muito doloroso, “depois de tudo o que já fez para chegar lá”.

Do que estamos falando?

Seria interessando analisar qual o sentido técnico de alguns dos termos apresentados em nosso título.

A ansiedade : considerada do ponto de vista psíquico como uma atitude fisiológica normal que adapta o organismo humano para situações de perigo.

O estresse : pode ser entendido como a atitude biológica necessária à adaptação do organismo á uma nova situação.

A principio somos forçados a aceitar o fato que tanto a ansiedade como o estresse existe com uma finalidade útil, o que é lógico uma vez que “Deus criou tudo perfeito e tudo foi feito por Ele” ( Ef 3:9; Col 1; 16 ), mas o emprego de tais mecanismos por nosso corpo em busca da eficiência vai até certo ponto.

A partir desse instante a ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, nos levará exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa, sendo que os estímulos do estresse, se continuados, irão esgotar nossa reservas físicas e mentais.

O medo : ele existe como um elemento de alerta para que evitemos pessoas, seres, coisas ou situações que possam nos causar algum tipo de dano.

O pânico : o pânico nada mais é do que uma crise muito forte e intensa de ansiedade.

As pessoas acometidas da “ Síndrome do Pânico” são tomadas de um mal-estar terrível, isso sem qualquer aviso prévio ou estímulos externos, levando-as a uma clara sensação de morte.

A depressão : O sentido básico do termo é aquele do abaixamento de uma superfície, da existência de uma cavidade.

Quando aplicada à condição humana passa a significar um estado de abatimento máximo, espiritual e psicológico, quando a pessoa, derrotada provavelmente por seus medos e conflitos deixa de ter expectativas e motivação, mergulhando em uma tristeza absoluta. Tal condição anula a capacidade de criar e realizar e pode levar, inclusive, a morte.

A partir do que registramos torna-se possível apresentar uma primeira conclusão, leiga e simples, mas pratica, podendo dizer que os elementos em análise estão ligados entre si em uma cadeia de fatos e efeitos que as levam o ser humano a uma espiral descendente de qualidade de vida tão intensa que não somente contraria os preconizado por Jesus, que veio para que tenhamos vida...(João 10:10) , mas, literalmente ameaçam nossa existência terrena e, porque não dizer, a eterna.

Infelizmente o impacto desse problema não está restrito àqueles que tem uma vida mundana, que não buscam as coisas espirituais e não conhecem a salvação. Nossas igrejas estão igualmente sujeitas ao poder destrutivo do medo e, embora já tivesse pensado o contrário, admito, agora, que existe a figura do “cristão com depressão”.

O por que disso?

Nossa resposta tem um formato básico que pode ser exemplificado pela afirmação de Jó;

“Então respondeu Jó ao Senhor, e disse:

Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido.

Quem é aquele, dizes tu, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram maravilhosissimas, e que não compreendia.

Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu ensina-me.

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.”.

Jó 42: 1-5

Tal estrutura pode, por outro lado, debulhar-se em alguns pontos principais cuja avaliação merece ser feita.



METAS EQUIVOCADAS

O erro original do homem foi derivado de uma busca equivocada de prioridades. Tudo estava bem até o momento em que, ouvindo a voz do diabo, Eva e logo após Adão, resolveram ser tão sábios como Deus, com isso perderam a paz, a alegria, o conforto, o direito a vida eterna.

Observe que a árvore da vida se encontrava no jardim do Éden na mesma condição que aquela da ciência do bem e do mal, não é uma questão de acesso, mas de escolha.

Somente depois de seu engano o homem expressou, pela primeira vez, o conceito de medo (Gen 3:10) .

Jesus veio para permitir que o homem fosse reintegrado as bênçãos eternas e que não mais tivesse medo, e para isso Ele nos aconselha a “buscar primeiro o reino” como forma de ter todo o resto ( Mt 6:33) .



O SUBIR NO “PATAMAR ”

De modo geral as pessoas não se sentem ameaçadas de estarem deitadas em seus leitos, isso porque estão próximas do solo e não existe possibilidade de que sofram uma queda.

Por outro lado, já tive amigos com medo terrível das alturas, e que por nada deste mundo subiriam em um avião.

Isso mostra que as alturas podem ser atrativas, mas tem em sua característica de ser o potencial do medo.

Se você está imaginando que não sofre desse medo, como seria o meu caso que como engenheiro já andei por vigas de altos prédios com tranqüilidade, anote que estamos falando de um outro aspecto da altura.

Deus eleva os humildes e os mansos herdarão a terra, mas aqueles que procuram ficar acima dos outros, usando para isso os métodos que estiverem disponíveis, está sujeito ao medo de cair, e principalmente sob a poderosa mão de Deus.

Humilhai-vos perante o Senhor (Tiago 4:10; I Pe 5:6).

Conceito do medo (Dt 18:22)

Soberba que destrói (I Jo 2:16 )

Exemplo de medo (Dn 4:37)

Deus deu e Ele tirou (Jó 1:21)


A SELEÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS (gato escaldado)

Quando pessoas com problemas psicológicos se apresentam aos especialistas esses buscam descobrir fatos ligados a sua primeira idade, aqueles que marcaram sua infância e adolescência.

Sem entrar no mérito profissional ou nos conceitos de Freud temos que nos curvar a instrução bíblica que adverte sobre a orientação a ser dada às crianças com vistas a sua vida adulta ( ensina o menino ... (Pv 22:6).

Não é menos verdade que as más experiências são aquelas capazes de marcar mais profundamente a nossa mente, predispondo nosso pensamento para se lançar ao estado de alerta assim que algo semelhante aos dissabores passados surge no horizonte. Isso tem um só nome; medo.

A única forma de superar tais dissabores é anular o problema na origem, o que pode ser difícil em relação aos primeiros anos de nossa vida, masque está ao nosso alcance na vida consciente.

Isso leva ao enfraquecimento dos potenciais existentes em aspectos futuros que poderiam sustentar o medo. Como tudo tem origem na mente é preciso “recicla-la” dentro dos moldes divinos.

O que sai do homem(Mc 7; 20 ).

Da mente procedem as saídas da vida(Pv 4; 23).

Em tudo daí graças( I Tess 5:18)

Buscar coisas do alto( Col 3:2)



A PRESSA QUE NÃO ENTENDE O TEMPO DE DEUS = ANSIEDADE

Em muitas ocasiões tenho deixado claro em minhas ministrações que “Deus não trabalha com a ansiedade” uma vez que se assim fizesse estaria incentivando uma infelicidade constante no homem que passaria a associar sua condição de “sofredor” como a de qualificado para receber alguma bênção.

Deus está sempre presente para nos atender, embora não possamos vê-lo e muitos sequer ouçam a sua voz, principalmente nos momentos de angústia e luta, mas isso não altera seu interesse em nos oferecer o melhor pela fé.

Um problema básico que se coloca entre o pedir e o receber é o “tempo de Deus” que não está calibrado com nossos relógios e nem sempre funciona a nossa maneira.

Pedi e dar-se-vos-a(Mat 7:7)

Tempo de Deus (II Pe 3:8)

Está com o contrito e abatido (Isa 57:15)

Quer nosso bem (Jer 29:11)

O modo de nos acertarmos com o “tempo de Deus” é aprender a “esperar”, pois a seu tempo nos recompensará.

A seu tempo (I Pe 5:6)

“Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”.

Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos:

E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus...”

Salmos 40: 1

Estabelecido o entendimento do tempo divino podemos descansar mesmo antes de receber a bênção, e é importante lembrar que certos caminhos que nós escolhemos são alterados por Deus, exatamente para o nosso bem, pois não sabemos sequer pedir de forma apropriada( Rm 8:26 ).

Sem pressa, sem preocupação, sem ansiedade, sem estresse, sem medo ou pânico.

Lançando sobre Ele(I Pe 5:7)

Não andeis ansiosos(Lc 12: 22-34)

Há caminhos (Pv 14:12 )



A ECONOMIA DE FÉ

É comum ouvirmos das pessoas a afirmação: “tenho muita fé”, mas diante de situações difíceis recuam e se mantém amedrontadas, pois na realidade não tem consciência do que seja fé.

A fé não é uma “torcida” para que as coisas venham a dar certo, nem se manifesta na presença de fatos consumados, que dela prescindem. Ela tem a categoria especial que permite que toquemos algo impalpável, estruturando-se dentro de nós.

Há somente duas formas pelas quais a fé pode ser gerada; pela Palavra de Deus e pelo exercício da própria fé, no dia a dia, em nossas vidas.

Esse exercício consiste em “lançar uma sonda espiritual”, bem a nossa frente, como se faz com um farol de carro que projeta a luz mais à frente permitindo que distingamos o que está ainda distante, em um trecho da estrada escura que não foi percorrido.

É importante exercer fé exatamente quando temos as maiores razões para praticar a incredulidade. Quanto maior o desafio, e , portanto a razão de desânimo, maior a necessidade de exercer confiança no invisível.

Deus proverá (Gênesis 22: 1-(8)-24).

Ver para crer ( Jo 20: 19-31)

Fundamento da fé ( Hebreus 11; 1)


A avaliação equivocada do medo (medo do medo)

Por estranho que possa parecer o medo é um elemento que possui vida própria e que pode emergir praticamente sem qualquer razão aparente.

A ausência de fé, além de seus prejuízos próprios, gera medo, da mesma forma que ele pode ser incentivado pela falta de objetivos, por falsas informações, pelo distanciamento de Deus.

Na verdade somente existem duas atitudes, enfrentar os desafios por maiores que sejam, deixando de lado a influência do medo, ou virar as coatás e correr, com o inimigo e o medo seguindo em seu encalço.

Pessoas existem que sofreram um ataque e morreram simplesmente tomadas pelo pavor, fosse ele fundamentado ou somente ilusório.

A Bíblia nos fala de temores que foram infundidos espiritualmente em pessoas que sucumbiram ao sentimento.

Gideão e os midianitas; temor a partir de um sonho, derrota pelo quebrar de um jarro. (Juízes 7:)

Josué e Jerico: uma muralha derrubada pelo simples temor. (Josué 6 )

O medo dos discípulos de alguém que era o seu melhor amigo e Mestre: Jesus anda sobre o mar (Mt 14: 26 ).

Golias poderia ter sido vencido, mas o medo impediu os soldados de Israel de enfrenta-lo: Davi venceu ao gigante simplesmente porque não teve medo de enfrenta-lo, malgrado suas ameaças (I Samuel 17 ).



Conclusão

O medo é um fato indiscutível na vida das pessoas, e é possível que aqueles que mais propaganda fazem de sua coragem nada mais estejam buscando do que esconder os medos que guardam em seu ser.

Certamente existem valentes, e aqueles que professam o nome de Jesus são marcados por uma ousadia especial, uma vez que não é fácil trilhar um caminho estreito que se desenvolve em paralelo com o caminho largo.

Se mesmo o corajoso tem momentos de fragilidade é importante que busquemos vencer os temores, pois eles em nada ajudam nossa relação com Deus.

Estar isento de temores é base para a vida abundante oferecida por Jesus (João 10:10 ) e certamente você quer desfrutar dela.

Pastor Elcio

O QUE É ANSIEDADE?

O QUE É ANSIEDADE E PORQUE FICAMOS ANSIOSOS?

http://www.missaofilhodohomem.com.br/missaofh_01/missao_files/ansiedade.JPG


A ansiedade é uma sensação ou sentimento decorrente da excessiva excitação do Sistema Nervoso Central conseqüente a interpretação de uma situação de perigo.

Parente próximo do medo, (muitas vezes onde a diferenciação não é possível).
é distinguida dele pelo fato de o medo ter um fator desencadeante real e palpável enquanto na ansiedade o fator de estimulo teria características mais subjetivas.

A ansiedade é o grande sintoma de características psicológicas que mostra a intersecção entre o físico e psíquico, uma vez que tem claros sintomas físicos como taquicardia (batedeira), sudorese, tremores, tensão muscular aumento das secreções (urinárias e fecais) aumento da motilidade intestinal, cefaléia (dor de cabeça). Quando recorrente e intensa também é chamada de Síndrome do Pânico (Crise ansiosa aguda). Toda esta excitação acontece decorrente de uma descarga de um Neurotransmissor chamada Noradrenalina que é produzida nas Supra-renais, Lócus Cerúleos e Núcleo Amigdalóide.


COMO COMPREENDER A ANSIEDADE?

O nosso Sistema Nervoso Central e a nossa mente necessitam de uma situação de conforto e de segurança para usufruir a sensação de repouso e de bem estar.

Quando a nossa percepção nos alerta para uma situação de perigo a este estado acontece o estado ansioso. Evolutivamente faz muito pouco tempo que saímos dos tempos da caverna, onde os perigos de vida e a necessidade de luta eram uma constante. A excitação do Sist. Nerv. Central vinha como uma forma de estimular o nosso corpo para a luta ou para a fuga.

O que interpretamos como perigo hoje, transcende e muito o perigo de vida biológico. Perda de status, de conforto, de poder econômico, de afetos, amizades, de privilégios, vantagens, de possibilidade de concretizar interesses, de vaidade, são fatores mais do que suficientes em muitos casos para disparar o estado ansioso. Em estados de desequilíbrio emocional, o simples contacto com o novo, com situações inesperadas e desconhecidas são o suficiente para disparar estados ansiosos.

A principal característica psíquica do estado ansioso é uma excitação, uma aceleração do pensamento, como se estivéssemos elaborando, planejando uma maneira de nos livrar do perigo e da maneira mais rápida possível. Este movimento mental, na maioria das vezes acaba causando uma certa confusão mental, uma ineficiência da ação, um aumento da sensação de perigo e de incapacidade de se livrar do perigo o que configura um círculo vicioso, pois esta sensação só faz aumentar ainda mais o estado ansioso. “Mente acelerada é mente desequilibrada”.

Este movimento impulsivo de a mente se acelerar, de precisar ter tudo sob controle, para poder usufruir a sensação de repouso e conforto faz com que ela se excite e se o problema não tiver uma solução mental imediata como o que acontece na maioria dos casos teremos a chamada ansiedade patológica, que tende a se cronificar e piorar com os anos.


ORIGENS DA ANSIEDADE

A primeira é que a ansiedade poderia ter uma origem genética, ou seja, a pessoa herda de seus ancestrais uma pré-disposição para ter estes sintomas. Nestes casos as manifestações podem ser bastante precoces, sendo a pessoa desde cedo uma criança agitada, as vezes hiperativa, que chora com facilidade e as vezes até com dificuldade de dormir. A ansiedade precoce também pode se manifestar através da avidez de mamar e numa postura mais teimosa e possessiva ainda como criança. A segunda é uma infância carente e problemática onde as dificuldades dos pais, mas principalmente da mãe de passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, vão fazendo com que ela vá se sentindo insegura e exposta e vá gravando e condicionando um sentimento de que coisas ruins e sensações negativas podem acontecer a qualquer momento.

A terceira é a dificuldade de incorporar fatos e intercorrências novas ou desconhecidas. O velho ou conhecido sempre traz a sensação de segurança e controle.

O novo por sua vez tem a capacidade de potencializar a sensação de medo no sentido de que algo ruim ou perigoso pode vir á acontecer. É mais ou menos assim, “Tudo que vem de mim é seguro e tudo que vem de fora e não está sob controle é perigoso". É a clássica postura do pessimista, como aquele personagem dos desenhos antigos de TV, a hiena Hardy, amiga do leão Lippy, que sempre dizia “Oh céus, oh vida, oh azar, não vai dar certo!" Traumas de infância, grandes sustos, perdas afetivas ou mesmo materiais também podem desencadear quadros ansiosos importantes, mas não chegariam a ser causas específicas A tentativa de se livrar deste mundo de sensações e sentimentos, que tenha características desequilibradas, desajustadas, são causadoras dos seguintes transtornos:

Transtorno Obsessivo Compulsivo
Transtorno Ansioso
Transtorno Hipocondríaco
Transtorno Histérico
Transtorno Fóbico

Autor: Dr.Isaac Efraim

Fonte: www.ansiedade.com.br

Depressão Transtornos relacionados por semelhança ou classificação




Generalidades
Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Como é?
Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

  • Perda de energia ou interesse
  • Humor deprimido
  • Dificuldade de concentração
  • Alterações do apetite e do sono
  • Lentificação das atividades físicas e mentais
  • Sentimento de pesar ou fracasso

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

  • Pessimismo
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Inquietação
  • Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade para chorar
  • Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
  • Dificuldade de terminar as coisas que começou
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Persistência de pensamentos negativos
  • Queixas freqüentes
  • Sentimentos de culpa injustificáveis
  • Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Diferentes tipo de depressão
Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

Depressão e doenças cardíacas
Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

Depressão no paciente com câncer
A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.
Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como"os portadores de câncer são deprimidos". A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.
Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

Última Atualização: 8-10-2004
Ref. Bibliograf:
Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Eur. Psychiatry 2001; 16: 327-335
Relapse and Recurrence Prevention in Major Depression
JG storesum
J Psychiatry Res. 2000; 48: 493-500
Severe Depression is Associated with Markedly Reduced Heart Rate?
Phillis K Stein Psychiatry Research 2001; 104: 175-181
Symptoms of Atypical Depression
Michael Posternak

Depressão

Depressão... hoje não te quero!

ENTRE FIRMEZA E FLEXIBILIDADE

ENTRE FIRMEZA E FLEXIBILIDADE

Com uma firme determinação e abordagem flexiva grandes e magníficas realizações são possíveis. Joseph Bloom

Ser flexível não significa ceder, desistir ou ser menos firme ou menos comprometido com o resultado que você está buscando alcançar. Ser flexível significa ser mais compreensivo, mais criativo, mais aberto a novas e melhores maneiras de alcançar os resultados que você deseja alcançar.

Uma árvore que se dobra com a força do vento ela não necessariamente é levada e arrancada do solo pela força desse vento – pelo contrário – ela permanece firme no seu local. A flexibilidade lhe capacita a permanecer forte, a continuar comprometido com a sua posição e a lidar de maneira bem sucedida com tudo aquilo que lhe vier à frente.

Quando você está aberto a se dobrar você estará também menos propenso a se quebrar. Ao se adaptar às muitas mutáveis situações da vida, você poderá – com a graça de Deus – ser muito bem sucedido em meio aos mais difíceis desafios.


Autor: Nélio DaSilva

Para Meditação:

Seja a sua moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.

Filipenses 4:5

Minha vida não tomou o rumo que eu queria e me sinto passiva e acomodada

Ouça o Dr. Flavio Gikovate respondendo um ouvinte sobre o tema abaixo.





Fonte: Rádio CBN

Reflexão para uma boa terça-feira


UM PASSO DE CADA VEZ


Fé é reconhecer que Deus é o Senhor do Tempo mesmo quando a minha perspectiva de tempo não concorda com a Dele. Pamela Reeve



São poucas as pessoas que podem tomar passos gigantescos a fim de se tornar um fenômeno do dia para a noite. Isso pode até acontecer mas é muito raro. Porém, todas as pessoas podem dar um passo de cada vez. Um após o outro e mais um e outro mais.

São através dos pequenos passos repetidos inúmeras vezes que proporcionam as grandes realizações. Olhe para a sua própria vida e você verá muitos desafios. Alguns parecem impossíveis de serem superados. Porém, assim que você começar a se concentrar neles, imediatamente eles irão diminuir em dimensão. Você agora irá perceber que você cresceu. Você aprendeu. Você realizou. Você experimentou; e pela abundante graça de Deus os seus sonhos se tornaram uma realidade.

A despeito do tamanho do obstáculo, da dimensão do alvo, existe alguma coisa que você pode fazer hoje, amanhã e nos dias que se seguem. Pare de pensar num passo gigante e tome um pequeno passo de cada vez..


Autor: Nélio DaSilva

Para Meditação:

Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém! Efésios 3:20-21

AMOR, SEXO OU DINHEIRO


AMOR, SEXO OU DINHEIRO:
O QUE É MAIS IMPORTANTE?

Como saber qual o melhor caminho a seguir para atingirmos o estado de plena felicidade? Temos sido estimulados a pensar que, hoje em dia, podemos alcançar essa permanente harmonia graças aos enormes avanços da tecnologia – e a consequente revolução de costumes – que nos permite viver com muito mais conforto e liberdade que nossos ancestrais. Aprendemos a acreditar que o “paraíso” é aqui mesmo!


Nossas observações e sentimentos estão em franca oposição a expressões do tipo: “ dinheiro não traz felicidade”; ou “sexo não é tão essencial para uma boa vida conjugal”; ou ainda “é perfeitamente possível ser feliz sozinho”. Notamos o olhar e a expressão de alegria dos casais apaixonados e queremos vivenciar o mesmo que eles. Somos informados acerca do “glamour” que cerca a vida daqueles que são ricos e famosos e não podemos deixar de pensar que estão experimentando momentos de grande felicidade. Quanto ao sexo então, morremos de inveja dos mais livres e desinibidos, os que são sedutores e tem sucesso nas conquistas; imaginamos que seus relacionamentos íntimos são de uma intensidade que jamais tivemos a oportunidade de alcançar.


Por onde começar? Devemos buscar primeiro o amor ou o dinheiro? Qual deles é mais importante para nossa felicidade? E o sexo, como participa dessa equação? Penso que uma boa resposta é a seguinte: o mais importante é aquilo que está faltando! Se não temos nada, tudo é igualmente importante. Se temos um bom parceiro amoroso e pouco dinheiro, esse será o ingrediente mais valorizado. Nosso psiquismo é curioso: se ocupa principalmente daquilo que não está indo bem; parece que foi forjado com o objetivo de resolver problemas. Se estivermos doentes, só nos interessaremos em recuperar a saúde e só nisso pensaremos. O mesmo vale para os apuros financeiros ou para a sensação de solidão. Ao recobrarmos a saúde – assim como a estabilidade material – ou ao reatarmos com nosso parceiro, imediatamente nos desinteressaremos desses assuntos.


Pessoas que têm uma vida sexual pobre e repetitiva anseiam, mais do que tudo, com um cotidiano erotizado e voluptuoso. Ao contrário do que acontece com o amor, parece que o dinheiro nunca é suficiente; por causa da competição material que vivemos, quase todos temos a sensação de que somos perdedores em relação a alguns conhecidos. Quem tem riqueza mas não tem amor acha que o dinheiro não serve para grande coisa sem que se tenha um bom parceiro. Agora, se o dinheiro faltar, ele volta imediatamente a ser tremendamente importante.


O fato é que nossos anseios não são permutáveis, ou seja, a falta de amor ou sexo não se resolve com “doses” altas de dinheiro ou prestígio, e vice versa. É como no organismo, onde a deficiência de vitamina B não se atenua com doses altas de vitamina C. Necessitamos de um pouco de cada ingrediente. Um alerta final: ao sonharmos com o que nos falta imaginamos alegrias que, se acontecerem, durarão muito pouco tempo. Nossa felicidade só é plena durante um período, o da transição para a situação melhor. Depois nos habituamos e tudo é vivenciado como trivial. A boa notícia é que o mesmo vale para os acontecimentos negativos, quando a dor da perda também só é máxima durante a transição.


Autor: Flávio Gikovate, médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor


Tristeza ou depressão?

Tristeza ou depressão? (I)

Quem trabalha na área sabe que somos seres bio-psico-sociais. Acontece que cada um tem suas preferências teóricas e assim existe a “turma” do bio, a do psico e a do social. A depressão é um problema para todos os que não sabem operar com as 3 variáveis ao mesmo tempo. Os psiquiatras clínicos (“bio”) acham que quase tudo depende da concentração da serotonina nas sinapses cerebrais: quando ela fica baixa nos sentimos fracos e tristes e passamos a ver a vida pela ótica pessimista que acaba interferindo sobre o estado mental e sobre nossas relações interpessoais. Os psicoterapeutas (“psico”) acham que quase tudo depende de conflitos íntimos derivados de experiências dolorosas na infância e adolescência: inseguranças sexuais, baixa auto-estima dentre tantas condições negativas nos deixam tristes, incompetentes para o amor e para as boas relações sociais, condição na qual também nos sentimos deprimidos. Os sociólogos (“sociais”) acham que quase tudo acontece por força das circunstâncias que nos rodeiam: criamos um meio social mais voltado para a produção e o consumo e nosso habitat, exigente e cada vez mais difícil, nos leva a um estado depressivo por não estarmos de acordo com todas as expectativas (riqueza, magreza, etc.).


Nunca me filiei a escolas e tenho horror a dogmas. Fui dos primeiros a ver a depressão como um tema complexo: as pessoas estão crescendo mais frágeis por força de uma educação mais permissiva e não estão sendo capazes de lidar com as pressões sociais que só têm crescido. Isso faz com que a incidência de quadros depressivos esteja crescendo efetivamente. Os médicos não sabiam fazer diagnóstico que, de fato, se tornou mais acurado (em parte, é verdade, por pressão da indústria farmacêutica, interessadíssima em vender os novos antidepressivos) e isso também modificou o número de casos de depressão. Qualquer que seja a causa, psicológica ou social, ao longo do tempo, sempre existem repercussões sobre os neurotransmissores cerebrais e o uso de antidepressivos pode ajudar a aliviar a dor mesmo naqueles casos em que os problemas são concretos e objetivos, para os quais a psicoterapia também está indicada. A concomitância de psicoterapia com o uso de antidepressivos é algo que faço desde 1967 e ainda hoje muitos psicanalistas (e alguns psiquiatras clínicos) acham prática indevida. É claro que as depressões podem acontecer por força de perturbações originárias de predisposições orgânicas (familiares ou não) e aí acontece o contrário: a pessoa deprimida enxerga mal a si mesmo e sua realidade.


Minha convicção é a de que se trata de um caminho de mão dupla: perturbações na química cerebral alteram a forma de pensar ao passo que pensamentos equivocados, derivados de conflitos psicológicos íntimos ou de se ter que viver num meio social inóspito, provoca alterações na química do cérebro. Apesar de não parecer, o pensamento é o subproduto misterioso da atividade cerebral. Um subproduto curioso uma vez que ganha poderes próprios, inclusive para interferir na atividade cerebral. É tudo muito complexo e a questão não cabe numa fórmula simplista. Assim, cada caso é um caso que deve ser estudado detalhadamente. O ramo é mais parecido com a “alta costura” do que com o “prêt-à-porter”.


Fonte: Flávio Gikovate

Deus cuida de mim!


1.Compadece-te de mim, ó Deus, pois homens me calcam aos pés e, pelejando, me aflingem o dia todo.
2.Os meus inimigos me calcam aos pés o dia todo, pois são muitos os que insolentemente pelejam contra mim.
3.No dia em que eu temer, hei de confiar em ti.
4.Em Deus, cuja palavra eu lovo, em Deus ponho a minha confiança e não terei medo;
5.Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal.
6.Ajuntam-se, escondem-se, espiam os meus passos, como que aguardando a minha morte.
7.Escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derruba os povos na tua ira!
8.Tu contaste as minhas aflições; põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro?
9.No dia em que eu te invocar retrocederão os meus inimigos; isto eu sei, que Deus está comigo.
10.Em Deus, cuja palavra eu louvo, no Senhor, cuja palavra eu louvo,
11.em Deus ponho a minha confiança, e não terei medo; que me pode fazer o homem?
12.Sobre mim estão os votos que te fiz, ó Deus; eu te oferecerei ações de graças;
13.pois tu livraste a minha alma da morte. Não livraste também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz da vida?

Reflexão para uma boa quarta-feira


COMECE AGORA

Hoje é o tempo que está disponível a você; agora é a oportunidade de agir. Agora é onde os seus alvos, seus sonhos, seus mais ardentes anseios começam a se tornar realidade.

Bill Parson

Comece agora a alcançar as suas melhores possibilidades. Comece agora a alcançar os alvos que você tem estabelecido. Esses alvos, essas possibilidades, são muito importantes para serem desperdiçadas. Existe algo que ainda hoje você pode fazer em beneficio da concretização dos seus sonhos. Há um passo que você pode tomar ainda hoje.

O que você tem dito a si mesmo que gostaria de fazer? Quem é a pessoa que você gostaria de se tornar? Qual é o estilo de vida que você sempre desejou ter? Desejar apenas não é suficiente. Ter intenção não é suficiente. Em algum momento é necessário tomar uma ação a fim de alcançar as coisas que você realmente deseja. Esse momento é agora.

Não existe uma razão plausível para adiar ainda mais a realização dos seus sonhos. Comece agora, tome uma ação, siga em frente e experimente a incomparável sensação de tornar o seus sonhos – pela graça de Deus – uma abençoadissima realidade.


Autor: Nélio DaSilva

Para Meditação:

Tudo posso naquele que me fortalece. Filipenses 4:13

Depressão e Alimentos

Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam da produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso. Veja a seguir que alimentos você pode incluir no seu dia-a-dia e assim ajudar a espantar a depressão.

Triptofano e Carboidratos bem humorados

Dos vários neurotransmissores, a serotonina exerce grande influência no estado de humor. Ela é também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral, principalmente em pessoas com depressão.

Os níveis cerebrais de serotonina são dependentes da ingestão de alimentos fontes de triptofano (aminoácido precursor da serotonina) e de carboidratos.

A ingestão de carboidratos leva ao aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na "limpeza" dos aminoácidos circulantes no sangue. Nessa limpeza de aminoácidos só escapa o triptofano na barreira hemato-encefálica.

O triptofano, uma vez no cérebro, aumenta a produção de serotonina que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.

Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão, assim como uma alimentação com excesso de proteínas.

O caminho é o equilíbrio! Nem de menos, nem de mais.

Fontes de triptofano: carnes magras, peixes, leite e iogurte desnatados, queijos brancos e magros, nozes e leguminosas.

Fontes de carboidratos: pães, cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, frutas, legumes e chocolate amargo (com moderação).

Proteínas que dão alegria

O processo de digestão das proteínas fornece os aminoácidos para o nosso corpo formar suas próprias proteínas. Um aminoácido conhecido como tirosina está relacionado com a produção de dopamina e adrenalina, ambos, neurotransmissores que promovem o estado de alerta, o "pique" e a alegria.

Fontes de tirosina: peixes, carnes magras, aves sem pele, ovos, leguminosas, nozes e castanhas, leite e iogurte desnatados, queijos magros e tofu.

Folato anti-deprê

O Folato ou ácido fólico é uma potente vitamina antidepressiva natural.

Em baixas concentrações no organismo, diminui os níveis cerebrais de serotonina.

Fontes de Folato: espinafre, feijão branco, laranja, aspargo, couve de Bruxelas, maçã e soja

Vitamina B6 com prazer

Faz parte de uma enzima "chave" que participa da produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina e conseqüentemente melhora o humor.

Fontes de B6: frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.

O Cálcio nosso de cada dia

Diariamente o cálcio deve fazer parte do cardápio de homens e mulheres e assim garantir ossos e dentes saudáveis e ainda de "quebra" doses extras de bom humor!

Os estudos mostraram que esse importante mineral ajuda a controlar e reduzir a irritabilidade e o nervosismo em mulheres que sofrem de TPM (tensão pré-menstrual). Participa da transmissão de impulsos nervosos e contrações musculares. Regulariza a pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Fontes de Cálcio: leite e iogurte desnatados, queijos magros.

Magnésio, o grande colaborador do Cálcio

Além de ser colaborador do Cálcio, o Magnésio está também envolvido na regulação dos níveis de serotonina.

Participa da produção de energia, da contração muscular, da manutenção da função cardíaca normal e da transmissão dos impulsos nervosos.

Fontes de Magnésio: tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia, arroz integral.

Selênio, um mineral magistral

Segundo os pesquisadores, tudo indica que o selênio tem uma grande participação no estado de humor. Pessoas que tem carência de selênio são mais depressivas, irritadas e ansiosas.

Fontes de selênio: castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral, peixes. (2 castanhas do Pará, diariamente, fornecem 200 microgramas de Selênio de forma segura).

Ômega-3, uma gordura do Bem

Os estudos clínicos vem mostrando que os ácidos graxos ômega-3 além de proteger o coração e as artérias, auxiliar na redução do colesterol, manter estáveis os níveis da pressão arterial, fortalecer o sistema imunológico, podem ainda auxiliar nos tratamentos contra depressão. Pessoas que receberam doses de ômega-3 apresentaram melhora nos sintomas de depressão.

Fontes de ômega-3: salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta, óleos de peixe e sementes de linhaça.

Pimenta, uma medida picante

As pesquisas científicas constataram que o uso da pimenta vermelha, durante às refeições, proporciona ação no Sistema Nervoso Simpático com respectivo aumento da liberação de noradrenalina e adrenalina, ambos responsáveis pelo estado de alerta e melhora de ânimo em pessoas deprimidas.

Camomila, uma florzinha de longa data

Conhecido de nossas tataravós, a camomila sempre foi usada para acalmar crises de nervosismo. Tem efeitos relaxantes, amenizam a ansiedade e a depressão.

Um cafezinho bem brasileiro

3 a 4 cafezinhos, ao longo do dia, pode prevenir a depressão, auxiliar na memória e no estado de alerta. O café coado em filtro de papel é o mais indicado. As substâncias existentes no grão que podem aumentar o colesterol ficam retidas no filtro.


Fonte e Crédito:

"As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, o nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar um tratamento e/ou acompanhamento nutricional."

Referências bibliográficas:
1. CARPER, J. - Alimentos. O melhor remédio para a Boa Saúde. Ed. Campus. 14ª ed. 1995.
2. CARPER, J. - Seu cérebro milagroso. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
3. BENTON, D. et al. - The impact of long term vitamin supplementation on cognitive function. Psychopharmacology, 117: 298-305, 1995.
4. MCR VITAMIN STUDY RESEARCH GROUP. Prevention of neural tube defects: Results of the Medical Research Council Vitamin Study. Lancet, 338: 131-137, 1991.
5. CHRISTENSEN L, SOMERS S. Comparison of nutrient intake among depressed and nondepressed individuals. Int J Eat Disord 1996 Jul;20(1):105-9.

Créditos:
Texto © 2004 Por Drª Marília Fernandes
Drª Marília Fernandes elabora Planos Alimentares Personalizados. Para contratar seus serviços de consultoria nutricional entre em contato através do e-mail mariliac_fernandes@hotmail.com

Nutricionista - CRN3/1693
Especialista em Nutrição Esportiva pelo CEMAFE/UNIFESP
Especialista em Nutrição em Saúde Pública pela UNIFESP
19 anos de experiência em Nutrição e Alimentação
Consultora Nutricional Pessoal e de Empresas nas áreas de Educação Alimentar, Qualidade de Vida e Bem Estar, Nutracêutica, Estética, Longevidade Saudável, Esportes, Marketing Alimentício e Saúde Ocupacional





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